Bem, hoje vou contar para vocês uma história que não é minha, mas que já foi e que pode ser a de muitas de vocês. Eu tenho uma irmã linda e loira de 17 anos que estava sofrendo para reduzir as medidas e arrasar no vestido de formatura.
Pois bem, de gorda ela não tem nada, bem pelo contrário. A Mari jogou vôlei (compulsivamente) a vida toda, então ela já tem uma ótima estrutura (corpo das meninas do vôlei mesmo), boa consciência corporal e muita força de vontade. O problema dela é o acúmulo de gordura principalmente na barriga e nas costas, que piorou um pouco esse ano com a tensão pré-vestibular.
De longe a gente conversava e eu tentava ajudá-la como podia, mas os resultados ainda andavam em passos lentos. Quando cheguei ao Brasil, tínhamos duas semanas para o "dia D" e eu decidi abraçar o desafio. Não sou profissional, mas sei que já passei por algumas experiências e que poderia pelo menos motivá-la a treinar com intensidade e segurança, e a comer limpo - isso é comigo mesmo!
Diferentemente da maioria, o problema dela era o excesso de treino. Horas e horas de aulinhas, corrida, musculação... Sem brincadeira, eram mais de 2h dentro do ginásio, seis vezes na semana! Resultado? Pouco, já que o corpo estava mais do que habituado àquela rotina. O treino montado pelo instrutor da academia é pesado, mas só é reformulado a cada 10 semanas, o que para alguém com metabolismo de atleta é bem entediante... Nem preciso dizer que essa troca de programa não segue uma periodização, não é? Eu entendo, até porque seria humanamente impossível que um instrutor que prescreve treinos para centenas de alunos tenha mais essa responsabilidade.
Conversamos e planejamos um treino que realmente fosse desafiador para ela, para acordar esse corpo já acostumado a rotina na academia. Trocamos a divisão A/B por A/B/C/D, inserimos técnicas de falha, reduzimos os pesos e melhoramos a técnica, substituímos algumas horas de aeróbicos por 20 a 30min de HIIT no pós-treino. Esse planejamento do treino foi bem desafiador para mim, porque apesar de sermos irmãs, ela parece que é exatamente meu oposto... uma endomórfica, forte pra caramba e ao mesmo tempo altamente condicionada aos aeróbicos. Vou dizer que foi difícil faze-la descobrir o que é a tal da falha! hahaha
Mas mais importante do que o treino, acredito que foi o ajuste na alimentação. A Mari já se alimentava de forma bem saudável, mas não controlava as quantidades e não tinha muita noção de como dividir os macronutrientes ao longo do dia. Ela basicamente cortava o carboidrato e exagerava na proteína. Sem contar nas beliscadinhas e descontrole alimentar, fruto da dieta deficiente. Bem, não fiz milagre nenhum, só executamos aquilo que todo mundo sabe, mas que poucos têm coragem de fazer: comer limpo! Comida de verdade, sem açúcar, sem gordura ruim, sem restrições malucas e inclusive sem suplemento algum. Por incrível que pareça, reduzimos gorduras (mesmo boas) e proteínas, e aumentamos o carboidrato.
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Por enquanto só fotos de baixa qualidade, mas da para ter uma noção de como ela arrasou nesse pretinho nada básico, né? rs |
Amo muito esse nosso fit lifestyle. É tão bom viver bem, ser saudável, feliz e curtir essa beleza que vem de dentro pra fora, sem restrições malucas e com a garantia de que é só fazer o que sabemos que é certo para continuar assim. Cada dia mais saudáveis, mais seguras do que queremos e mais próximas de quem somos de verdade... Boooora?
Bom final de semana!
Bjs